sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Review - Galaga ´88 - Arcade



Este jogo pouca gente deve conhecer, quem dirá gostar! Se trata de um "remake" muito bacana que a Namco fez com um de seus clássicos jogos de Arcade. Eu me referi ao jogo como clássico, mas poderia ter dito que se trata de um dinossauro da Namco, eu mesmo nem era nascido ainda, os Arcades eram daqueles de uma alavanquinha e dois botões bem duros, mas tive o prazer de ainda jogar numa máquina de Arcade quando ainda era um molequinho mesmo.

Galaga é datada de 1981 e como a maioria dos jogos da época, o seu objetivo era alcançar o maior número de pontos possíveis, afim de deixar sua marca na máquina, a grande tacada aqui era o lance de se fazer um esquema para controlar 2 navezinhas, acreditem esse era o ponto alto da época.

No game controlamos uma nave que deve combater as galáxias de terríveis insetos que querem destruir o universo, para isso contamos com tiros mais rápidos que seu antecessor "Galaxian" que nos permite até contabilizar hits em fases bônus, vejam só!

Anos mais tarde, a Namco presenteia os fãs com um remake do game, agora repaginado, contava com belos gráficos e efeitos sonoros muito mais limpos do que o original. Galaga 88 tentava seguir por outra linha, a linha do desafio, cada fase com sua "expertise" e dificuldade, acrescentado ainda a trama novos inimigos e novos obstáculos, sem perder em nenhum momento sua origem e seu aspecto, Galaga 88 foi um legítimo remake dos anos 80 podemos assim dizer, quem diria, eu mesmo só fui conhecê-lo por acaso ao emular o original no mame anos e anos atrás, gostei do que vi e joguei, foi nostálgico do nostálgico.

Galaga 88 ganhou Ports para Game Gear e PC Engine, anos mais tarde com a chegada do box Namco´s Museu, os destaque deixo para os ports para o Game Gear e PC Engine por se tratarem de jogos totalmente refeitos para estes consoles. Quem quiser tirar o stress do dia a dia é uma boa pedida.



|__CisNegro__|

Review - Growl - Arcade



Um dos jogos que me chamava bastante atenção na época que ainda gastava dinheiro nas locadoras, era Growl. Uma espécie de Precursor de Cadillacs and Dinosaurs, ao menos era assim que ele se encaixava na minha cabeça de criança. Somente mais tarde fui perceber que ambos não tinham ligação e que embora semelhanças existam, Cadillacs foi um game produzido pela Capcom tendo como base um gibi, já Growl foi desenvolvido pela Taito como um Beat´Up Arcade e mais tarde foi portado para o console da SEGA, o Mega Drive. O game, apesar da sua época, tinha bastantes recursos, por exemplo, o fato de se utilizar de armas de fogo, como um fuzil por exemplo, ainda era algo raro de se ver nos Arcades, sem contar nas tripas, cabeças e outros membros dos inimigos que voavam ao serem explodidos por granadas ou mutilados por espadas.

Não consigo olhar para o game e não ver algumas semelhanças com Cadillacs, animais sendo chicoteados, você os libertando, se parece muito com o que acontecia em Cadillacs só que com dinossauros claro! A jogabilidade de Growl é muito boa, cada um dos 4 personagens selecionáveis possuem habilidades e ataques diferenciados o que tornava a coisa divertida quando se jogava com vários na mesma tela. A história do game se baseia em um grupo de guarda florestais que tentam impedir à todo custo a extinção de alguns animais que estão sendo ameaçados por traficantes, visando claro o lucro fácil.

Não cheguei a jogar o game no Arcade de fato, conheci o jogo primeiro no Mega Drive onde o console da SEGA havia recebido o port anos depois, só depois vim a jogar através de emuladores a versão original, que ao meu ver é a melhor, não que o port da SEGA tenha ficado ruim, mas cortaram coisas primordiais do jogo que o fizeram ficar meio básico demais, um exemplo é o game não ter modo para 2 jogadores, um absurdo levando em conta terem mantido os 4 chars selecionáveis, vai entender!

Não posso encerrar o review sem citar as cenas hilárias do game, O primeiro que é fácil de se notar é que os "heróis" guardas florestais, tem mais cara de traficante do que os próprios traficantes, outra são as cenas com os animais, como a clássica de um elefante dar uma cabeçada em um tanque de guerra e o mesmo explodir inteiro, outra que me lembre agora era o exagero em determinadas partes de inimigos era literalmente um linchamento declarado, tipo aqueles que você é surpreendido por um bando de gente vindo te dar um tapa na cabeça por você ter cortado o cabelo. Enfim! De mal a pior Growl é um game divertido e interessante ao mesmo tempo, vale a pena o confere para quem nunca o experimentou.



|__CisNegro__|

Review - Power Instinct




Nos anos 90, os fliperamas eram uma febre, quem viveu nessa época sabe do que estou falando, reunir os amigos depois da escola para jogar era de praxe, tínhamos três tipos de fliperamas, os famosos "pé sujo" (como eram conhecidos aqui no Rio de Janeiro) geralmente botecos e lanchonetes que apostavam nos jogos como uma fonte de renda extra, os fliperamas propriamente dito (lojas, galpões com diversos tipos de Arcade) e os shoppings que geralmente eram a referência para lançamentos de diversos gêneros de jogos.

Tudo isso tinha um preço, claro, e como um vicio qualquer requeria dinheiro para tal uso e em se tratando disso os "pé sujos" se destacavam, as casas de fliperamas no geral também tinham preços parecidos com os "pé sujo" mas tinha um problema, encontrar um viciado no jogo e se meter em confusão era uma coisa quase corriqueira, então cada um se encaixava onde melhor se adaptava. Os Shoppings Centers eram os mais caros, não é difícil imaginar o porque.

Power Instinct foi um Arcade que passou desapercebido por muitos, na mesma época tínhamos jogos como Street fighter e Mortal Kombat que tomavam conta da garotada sempre com filas para os famosos "contras". A Atlus fabricante pecou por não divulgar bem o jogo que se analisado hoje era bem mais recheado que Street Fighter, o jogo a ser seguido antigamente pelas empresas de jogos.

Falando do jogo, Power Instinct é aquele da velha bruxa que soltava sua dentadura para atacar, bruxa essa que se tornou praticamente um símbolo desse Arcade, não era difícil ver alguém comentando: "já zerou aquele da velhinha ou bruxa, é difícil pra caramba" os que se aventuravam no game, perdiam fácil, talvez pelo total desconhecimento ou pela dificuldade do jogo para a época mesmo.

O Arcade tinha traços bem definidos, a sua essência era toda baseada no japão, a maioria dos cenários, algumas falas e até mesmo os chars nos remetia a isso todo instante, a sonoridade era um pouco abafada ficando difícil decifrar aluns detalhes mas isto não tirava o brilho do jogo.

Power Instinct tinha alguns recursos ainda não vistos nos Arcades, como por exemplo o pulo duplo, bastantes golpes, interação com o cenário bastante utilizado mais tarde em Fatal Fury Real Bout e uma espécie de juiz ao fundo, cada qual representando um jogador, ao término da luta o jogador que ganhava era aplaudido pelo seu representante e o outro apenas chorava.

O Jogo foi bastante inovador para sua época, abusou de novos recursos, de personagens esquisitões mas esqueceu do principal, o marketing, tendo ficado apenas com o amargo título nos botecos da vida de "Arcade da velha bruxa".



|__CisNegro__|

Review - Art of Fighting 3 - Arcade



As franquias Art of Fighting e Fatal Fury, foram sem dúvida a porta de entrada de muita gente para o mundo da SNK. Ainda nos consoles, elas agradaram muita gente e sem dúvida nenhuma foram uma das responsáveis do sucesso que foi a franquia chefe da empresa nos anos postérios, The King of Fighters.

Eu tive o prazer de jogar Art of Fighting num console Neo Geo de cartucho, era algo totalmente novo para mim, ainda acostumado com Street Fighter e Mortal Kombat, ver outros jogos de luta era algo inovador ainda. No console Neo Geo apenas pude conferir pouca coisa do jogo, só vim a jogar e conhecer bem o jogo no meu Super Nintendo, já nos Arcades, nem sombra dessa franquia, tão pouco a Fatal Fury.

Anos depois e já bem familiarizado com a SNK, pude ver então a terceira sequela da franquia Art of Fighting nos Arcades, era a primeira máquina de flipper que via desta franquia, não podia deixar de conhecê-la. O jogo a primeira vista impressionava na época, os gráficos eram muito bonitos assim como as músicas que ao meu ver são muito boas de se ouvir até mesmo nos dias de hoje. O que realmente me incomodou foi a total repaginada na jogabilidade da franquia, eu fico até hoje me perguntando o porque daquilo, o jogo praticamente virou uma espécie de Virtual Fighter, sequencias de socos e chutes finalizados com cambalhotas para frente ou para trás, descaracterizando toda uma franquia por sabe se lá o porque.

Art of Fighting 3 apesar de eu gostar, peca por tentar se reinventar demais, jogabilidade totalmente nova, personagens nem um pouco carismáticos, aonde foi parar Takuma, Yuri, Eiji, Jack, King? Poxa SNK, capricharam no visual, nas músicas para entregarem aquilo? Ao menos tivessem a decência de trocar o nome do game, que apesar de ter Robert, Ryo e Kasumi, não agradou quase ninguém na época, pela total falta de interesse em se jogar versus, o jogo até agrada sendo jogado sozinho, pela questão da história e tudo mais, tirando isso, um jogo tão novo, tão repaginado que nem parece Art of Fighting.



|__CisNegro__|

Review - The House of The Dead - Arcade




Nos anos 90, eu ia muito em Arcades para jogar games de luta, The King of Fighters, Street Fighter, entre outros. Quando queria diferenciar, mudar um pouco, corria para um Beat´up, um Metal Slug, Aero Fighters e até arriscava em alguns Arcades de corrida.

Algo mudou quando começaram a chegar os Arcades de Shooter, sim, aqueles que a gente jogava com as pistolas. Eu observava de longe a galera jogando, mas confesso que ficava com receio de gastar ficha com aquele tipo de máquina. Os primeiros Arcades que chegaram foram o Area 51 e o Time Crisis, ambos muito bons sem sombra de dúvidas, o meu receio mesmo era por conta de se perder de maneira tão rápida, como eu não estava familiarizado com aqueles Arcades, perder uma ficha em segundos não parecia uma boa ideia, não até a chegada de The House of The Dead da SEGA.

The House of The Dead reunia tudo o que eu mais gostava num jogo, monstros, zumbis, armas, etc.. Aquilo tudo era demais para mim e foi então que eu comecei a me aventurar nesses Arcades. O game era fantástico, ao contrário dos outros, o enredo era o seu maior diferencial, as músicas o som dos tiros, o rugido e o grito dos monstros e zumbis me faziam esquecer de tudo ao meu redor, era como entrar de fato no jogo.

O game seguia o padrão dos Arcades do mesmo gênero, empunhávamos uma pistola e munidos de muita coragem adentrávamos numa mansão repleta de monstros e zumbis, experimentos de um cientista obcecado pela vida após morte. Os comandos eram os mais básicos, mirar, atirar, matar e ou repelir objetos atirados pelos zumbis. Os gráficos estão muito bem para a sua época, o problema maior do jogo sem dúvida nenhuma era não acertar os cientistas que geralmente ficavam perto, muito perto dos monstros e se os matassem, perdíamos life, isso era terrível.

Não cheguei a zerar o game nos Arcades, anos mais tarde, já em casa joguei mais sossegado um port do game no meu saudoso SEGA Saturn, bons tempos.



|__CisNegro__|

sábado, 1 de setembro de 2018

Review - Skyroads - PC



Em meados de 90, os computadores ainda sem a potência gráfica que se tem hoje, se utilizavam de um sistema operacional chamado MS-DOS, poucos aqui devem se lembrar dessa época onde era tudo na base de comandos digitados pelo operador afim de executar algo simples como entrar em um diretório, etc..

Hoje em dia podemos voltar no tempo e jogá-los através de um emulador chamado DOS-BOX, mas vamos nos atentar ao jogo. SkyRoads é um jogo simples de fácil movimentação tendo apenas 4 comandos, as laterais esquerda e direita, a velocidade controlada por um display na tela e o salto, que pode ser curto ou alto dependendo do acionamento. O jogo ainda conta com tanque de gasolina que vai se esgotando a medida que o tempo passa impedindo você assim de passar a fase toda numa velocidade que lhe é favorável.

SkyRoads é super simples, um joguinho viciante e irritante ao mesmo tempo, as fases vão se tornando cada vez mais difíceis até impossíveis as vezes, passar pelos dutos no momento exato era um desafio, os gráficos do cenário tirando o fundo que era uma imagem chapada, eram todos com objetos 3D, algumas fases ainda possuem trechos onde não se pode pisar, pois sua nave simplesmente explode.

As músicas são bem suaves, algo importante aqui porque qualquer coisinha pode te tirar a atenção necessária para seguir em frente nesse desafio de obstáculos. Terminando este review descobri uma versão para o Android muito legal que é baseada nele, se chama Skyfrontier, vale a pena dar uma conferida, um excelente jogo para se enfrentar aquela filinha de banco, viagem de busão, metrô, etc...




|__CisNegro__|

Review - Akuji the Heartless - Playstation



Qual irmão arrancaria seu coração e te mandaria para o inferno no seu casamento? Uma frase que choca não é mesmo? Pois bem, ela retrata bem o tipo de jogo que a Eidos trouxe para o playstation.

Akuji The Heartless é um game de plataforma em 3D, no estilo Tomb Raider mesmo, quebra-cabeças aos montes espalhados pelas fases, assim como inimigos bizarros e esquisitos. O game apesar de ter sido lançado bem depois da gloriosa franquia de Lara Croft, pecou em alguns detalhes primários do próprio console, como gráficos ultra estourados e câmeras confusas de visão, o grande trunfo realmente de Akuji fica por conta da profundidade e riqueza dos cenários, ora você está no inferno querido, o quão grande pode ser a sua percepção deste lugar? O game te ajuda e muito a compreender.

A movimentação do nosso pobre herói do coração roubado é boa, o que pega aqui são as ''velhas e conhecidas plataformas dos primeiros games em 3D'' Sim! Elas são um problema aqui, mas nada que você não se acostume ou reacostume a passar e não se esqueça que as câmeras estão ali para te ''ajudar'' caso você precise:rs:

As músicas seguem bem a trilha vodu do enredo, para você que achou que Tomb raider era o mais sinistro que você jogou na época, saiba que esteve esse tempo todo enganado, Akuji the Heartless vale a pena por tamanho capricho com a sua atmosfera e seu enredo macabro, um clássico que infelizmente ficou esquecido na prateleira de algum colecionador.



|__CisNegro__|

[HACK] NEW SUPER MARIO LAND - SUPER NINTENDO

[HACK] NEW SUPER MARIO LAND - SUPER NINTENDO Um game maravilhoso onde portaram os gráficos de New Super Mario Bross de DS para o supe...