segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Review - X-Men: The Ravages of Apocalypse - PC



Você já imaginou como seria um jogo dos X-men, no estilo FPS? Parece até maluquice imaginar algo deste tipo, algo que não cabe, soa esquisito. Pois bem, alguém imaginou algo parecido tempos atrás, e com um enredo para lá de incomum, lança um game cheio de contraditórias, mas interessante ao mesmo tempo.

X-men: The Ravages of Apocalypse nasceu através da engine de quake, como aqueles vários e vários mods de doom que jogavámos e jogamos até hoje, aliás, foi dessa maneira que descobri o game. A responsável pelo mod ou jogo como prefiram chamar é a Zero Gravity, ela não só foi a responsável pelo projeto do mod como se tornou uma das primeiras a fazer um mod totalmente a partir de uma engine, novos cenários, novos sprites dos inimigos, novas armas, tudo era diferente de Quake, ao mesmo tempo que tudo remetia a Quake.

O enredo do game é algo intrigante, cientistas começaram a clonar os mutantes x-mens para tocarem o terror pela cidade, ao mesmo tempo que aprisionaram os reais mutantes em uma sonda no espaço, cabe então a um jovem rapaz munido de algumas armas avançadas, impedir que o plano siga adiante, interessante não? ao menos tiveram a decência de criar um enredo.

O game como disse anteriormente, segue o padrão do motor do Quake, aqui nada mudou, as músicas são bem discretas ao fundo, quase que ofuscadas pelos intensos efeitos sonoros, mas o que mais chama a atenção no jogo é atirar nos clones dos mutantes, os criadores tiveram até a decência de dar os poderes para os x_mens ao invés de apenas atacar o sprite nos inimigos e deixar como está, aqui, cada x-men clonado tem seu estilo de atacar, ciclopes com seus lasers, tempestade com seus raios, etc...

X-Men: The Ravages of Apocalypse pode não ser um primor de jogo, não passa de um mero mod de Quake, mas ao mesmo tempo, consegue ser interessante ao adicionar elementos nada convencionais a um game de FPS, nesse caso os X-mens.




|__CisNegro__|

Review - Startropics - Nintendo



Alguns jogos, tentam ser diferentes em alguns pontos, mas em sua maioria, não conseguem deixar de esconder suas referências para com outros jogos. Quando conheci Startropics, não esperava ver um zelda nele, mas ao decorrer do game não pude deixar de ver claras semelhanças.

Startropics é um game com um enredo um pouco diferente dos demais, aqui não temos um herói lendário, uma espada lendária, uma vila, coisas corriqueiras de um RPG básico. O que temos é uma espécie de "playboy americano" que viaja para os trópicos afim de visitar o seu avó e acaba descobrindo que o mesmo está desaparecido. Paralelo a isso, um terrível alienígena está com planos para destruir o planeta, cabe ao jovem americano resolver tudo na base do yo yo? mas hein?

O jogo, como disse anteriormente, se assemelha bastante com zelda, no que diz respeito ao seu sistema de combate, não é um daqueles RPG padrões da época, é o tal chamado de RPG de ação, combate direto, yo yo com yo yo, digo mano a mano. Startropics encanta pelo seus belos gráficos, lançado nos meados dos anos 90, ele estava bem para os padrões dessa época, seus principais concorrentes, mega man 3 e super mario 3, o fizeram ficar esquecido no tempo, mas para mim sem dúvida é um game que merecia um destaque maior, já que não tivemos na época um zelda 3 e o último game da franquia ter sido lançado anos antes.

O game conta com uma trilha sonora mais do mesmo, não é das piores, mas também não é uma obra de arte, o principal problema do game ao meu ver foi a jogabilidade, como o jogo se trata de um RPG de ação, a mobilidade do nosso personagem merecia uma atenção mais especial, no jogo notamos um delay horrível ao tentarmos mudar de direção, nos primeiros momentos do jogo chega a ser algo irritante, mas no decorrer do game, se torna algo corriqueiro, acabamos nos acostumando, uma pena, pois tirando isso o jogo seria um dos melhores RPG do nintendinho ao lado de Zelda.



|__CisNegro__|


Review - Ehrgeiz - PSX



A franquia Final Fantasy foi e ainda é um grande sucesso nos dias de hoje, sua força pode não ser a mesma de anos atrás, mas a quantidade de fãs com certeza não dimuniu com o passar do tempo, acredito que até tenha aumentando. Na época do lançamento de Final Fantasy 7, acredito que a Square tenha se dado conta do tamanho do sucesso da franquia, com isso, lançar jogos sequencias parecia pouco para se lucrar com o jogo, foi então que tiveram a infelicidade de lucrar ainda mais em cima de seu sucesso.

Ehrgeiz é um game de luta em 3D que praticamente foi lançado as pressas, a força, apesar do jogo não ser de um todo péssimo, ele tem um apelo tão forçado que fica chato jogá-lo. Para surpresa de muitos, há quem ainda defenda o game, não os crucifico, pois fã que é fã engole tudo que a empresa os oferece, o senso crítico parece não existir, enfim, vamos falar um pouco do jogo.

Por uma ironia do destino, o nome escolhido para o game é escrito em alemão, que traduzindo significa "ambição" coincidência ou não, Ehrgeiz parece mesmo ter nascido com esse propósito. Feito numa engine confusa para um jogo de luta, a jogabilidade é esquisita, pois não jogamos em arenas, ou cenários "normais" tudo é meio truncado, vários objetos, paredes, pedras, corrimão, tudo está em seu caminho e o combate continua rolando solto, meio smash bross sabe, mas com cara de tekken, uma confusão total. 

Os gráficos do jogo ao menos são bons, as músicas também se encaixam nos combates, o principal problema mesmo é jogar o game como se fosse um jogo de luta. Ehrgeiz ainda conta com uns quests nada ver que só pioram a experiência do jogador, ao final, o jogo é claramente feito para um verdadeiro fã da franquia Final Fantasy, que ao selecionar e ver seus heróis favoritos da saga no game duelando, ficam encantados com o jogo e esquecem fácil todos os problemas que o jogo pode apresentar no decorrer do gameplay.



|__CisNegro__|

Review - Galaxy Fight - Sega Saturn



Criado em 1995 pela Sunsoft e publicado pela SNK, Galaxy Fight é um game de luta bastante peculiar. O jogo segue em uma das primeiras tentativas da sunsoft de criar um game de luta em 2D, oras todas as desenvolvedoras já possuíam seus game de luta, sendo eles bons ou não, porque a Sunsoft não poderia tentar?

Eu conheci o game no Sega Saturn mesmo, sabendo mais tarde que se tratava de um port dos arcades, não me supreendi em saber que o game em que joguei era o melhor port do game, lançado tambem para os sistemas neo geo e também o playstation, o console da Sega ganhava vantagem pelo seu melhor desempenho em games 2D renderizados.

Galaxy Fight era e ainda é um dos melhores fighting games que já joguei. Ele possui um sistema de combos simples, porém bastante funcional, uma dinâmica de jogo com efeitos de zoom in e zoom out bem bacanas, além é claro de os cenários não possuírem fim, isso mesmo que você leu, todos cenários não possuem limitações, portanto esqueça encurralar o seu oponente nos cantos, aqui o jogo segue num ritmo frenético, priorizando o combate justo.

Se por um lado o combate e o estilo do game possa parecer diferente, quando estamos jogando, rapidamente nos identificamos com outros games da época, nada de anormal, visto que todos os jogos de luta que jogávamos nessa época, tentávamos sempre golpes conhecidos como haduken, shoryuken, segurar direcional para trás, etc... enfim, Street fighter fez e faz escola ainda hoje.

Os gráficos do game estão incríveis para um port de arcade, como disse anteriormente o Sega Saturn tinha facilidade em games 2D, sendo asssim, com Galaxy Fight o console da sega tirou de letra. Loading? quase nem vi! O audio cumpre bem seu papel, emulando com fidelidade o som visto nos arcades.



|__CisNegro__|

Review - Ultimate Ghosts 'n Goblins - PSP



Uma grande franquia com o tempo, sempre precisa de uma repaginada, alguns títulos demoram outros nem tanto, a lógica para isso acho que não existe, a empresa escolhe o momento e lança o game para a loucura de milhares de fãs. Ultimate Ghosts ´n Goblins para o psp, me pareceu mais uma tímida tentativa da empresa de sondar a popularidade da franquia para com os fãs, pois ao lançar o remake exclusivo para o portátil da Sony, ela não me parecia muito segura com isso.

O game encanta já nas primeiras horas de jogo, aquela velha música, já conhecida como o terror dos arcades e consoles, está de volta, agora repaginada, mixada. Os gráficos, todos em 3D, representam aquela maravilhosa combinação do já moderno 3D com a velha jogabilidade 2d em plataforma, então como poderia dar errado? Na verdade não deu, o game em si é muito bom, o problema na época foi ficar preso a um portátil, nem todos tinham acesso.

Ultimate Ghosts ´n Goblins não possui um enredo, nem tão pouco aquela abertura clássica do capetinha roubando sua noiva, nesse game começamos e terminamos seguindo e avançando pelo mapa com um total de 6 níveis, o game em si é curto, mas não pode ser considerado fácil, aqui podemos escolher o nível de dificuldade, tendo os níveis normais e fáceis um save state em cada fase, ou seja ao morrer você começa de onde parou, diferente do último nível de dificuldade que ao morrermos começamos tudo de novo, assim como no antigo.

Este é um daqueles jogos que merecem a atenção, pois essas passagens por novas tecnologias, unindo o velho e o novo, são e sempre serão bem vindas, cada vez mais remakes estão sendo produzidos, parece que a indústria conseguiu ver no passado a solução para um lucro rápido e honesto e não que isso seja ruim para a gente, nós, jogadores, torcemos e ficamos aqui sempre na espera do velho mais novo game a ser lançado.



|__CisNegro__|

Review - Soleil / Crusaders of Centy - Mega Drive



Algum tempo atrás, mencionei um jogo para o Master System que tentou seguir o mesmo caminho de Zelda, uma franquia até hoje consagrada e premiada pela nintendo. A Sega e a nintendo mantinham uma briga pela concorrência na época, que fez muito bem para os seus jogadores, tínhamos diversos jogos de uma mesma perspectiva e estilo, cada um concorrendo entre si para ver quem cairia nas graças dos gamers de plantão.

Seguindo este raciocínio, vemos algumas tentativas bem interessantes, como a que mencionei aqui do game para o Master System que tentou se equiparar a zelda, estou falando aqui de Golden Axe Warrior, um game que pela lógica teria que ter se saído melhor em vendas, pois a ideia de pegar uma franquia já consagrada e transforma-la em um outro gênero, parecia infalível, uma pena que não foi bem assim. 

Alguns anos mais tarde, a Sega tentaria de novo, sim! Já no console da nova geração (os 16-bits) a Sega mostraria mais uma vez as suas cartas, vendo o tamanho do monstro que se transformou a franquia Zelda, ela resolve atacar novamente, desta vez com um game totalmente novo, mas sem é claro, contar com um de seus figurões e desta vez ela conta com apoio de Sonic para tal missão, o nome do jogo? Soleil

Soleil pode ter nascido para este propósito ou não, eu aqui apenas divaguei em meus pensamentos pelo passado e montei esta narrativa, o game é bem desconhecido, uma pena, mas visto de hoje, até que essa ideia sobre seu surgimento não é todo ruim. O game é muito bom, mas muito bom, eu arrisco aqui a dizer que achei o jogo quando o joguei naquele tempo, melhor que seu concorrente direto na época, o aclamado Zelda A link to the past, não que a diferença seja gritante, não, os dois são excelentes games do gênero, mas com tudo que tinha em Soleil, o jogo para mim ficou mais interessante de se jogar, mais bonito.

O jogo tem muitas vertentes que o fizeram para mim, um jogo especial, não cabe aqui neste mini review citar todos, até porque ficaria horas falando dele, mas o básico dá para falar. Os gráficos estão muito bem produzidos e texturizados, não se parece com um jogo para o mega drive, se parece um jogo de super nintendo, tem cara de super nintendo, a gente não espera ver um jogo desses para o mega, as músicas são suaves, o som é agradável, a gente sabe que os games de Mega em geral eram estourados, aqui não, tudo é harmonioso é bom. Soleil ainda conta com um mapa traçado ao andarmos pelo mundo, bem diferente do que acontece em muitos RPGS que temos todo espaço livre, aqui se limitamos a seguir os caminhos traçados, isso ajuda bastante para quem sempre fica na dúvida para onde ir e o que fazer, outro ponto que é importante citar é que neste jogo, temos diversas questões sócio culturais que nos põem em reflexão para saber quem realmente é o vilão de toda trama, no jogo, esqueci de mencionar, o jovem Corona, nosso protagonista, perde a capacidade de se comunicar com os humanos, tendo sua comunicação limitada a apenas os animais e outros seres vivos, e é a partir dai que ele começa a se questionar sobre coisas de sua vida que podem ou não estar erradas, o enredo é fascinante e cada conversa deve ser absorvida para se entender de fato o jogo. É através desses diálogos que esbarramos com nosso camarada, o Sonic, que faz uma breve participação no jogo, deixando tudo ainda mais interessante.

Enfim, para um grande fã da franquia Zelda, ou para um amante da Sega, Soleil reuni tudo que um bom jogo deve ter, um bom enredo, gráficos e som agradáveis, jogabilidade? acho que não preciso dizer que é das melhores. Para quem for se aventurar, sugiro a rom traduzida, super fácil de se encontrar e é de suma importância para o jogo, lermos os diálogos.



|__CisNegro__|

Review - Kill Switch - GBA



Um bom jogo de ação mas sem tanta ação assim, poderia definir Kill Switch de gba desta maneira, mas soaria estranho o definir desta maneira, o port de Kill Switch da namco já impressiona pelo fato de ter sido feito todo em 3D num console portátil de 16-bits da nintendo.

Kill Switch de gba visto da maneira correta é um excelente game, os gráficos hoje em dia podem assustar os mais entusiastas por qualidade, mas se pararmos para pensar, o pequeno console da nintendo que a principio tinha 32-bits, não era um exímio console para a plataforma 3D, tão pouco o saturn tambem não era, mas ao jogarmos Kill Switch, notamos uma clara semelhança com os primeiros jogos em 3D do console da sony, na verdade nos sentimos jogando em um, e isso na época foi uma experiência incrível para quem teve a oportunidade de jogar.

O game teve versões para xbox e ps2, ambas versões seguem o mesmo padrão, claro que cada uma com suas restrições, no caso aqui da versão de gba, os gráficos assim como os sons, não são iguais, mas toda a mecânica é igual. Um dos principais problemas do jogo é a confusa jogabilidade, você terá que se acostumar com os comandos do jogo, pois apesar do game ter basicamente todas movimentações do personagem, o pequeno console da nintendo não dispunha de muitos botões como seus outros concorrentes, para mim um dos mais graves problemas deste console, mas enfim não vamos entrar nesse mérito agora, se esquecermos isto e nos acostumarmos com o jogo, kill switch dará ao jogador uma experiência bem agradável de perseguição e ação na medida certa.



|__CisNegro__|

[HACK] NEW SUPER MARIO LAND - SUPER NINTENDO

[HACK] NEW SUPER MARIO LAND - SUPER NINTENDO Um game maravilhoso onde portaram os gráficos de New Super Mario Bross de DS para o supe...